Dia de São Martinho

Feliz S. Martinho!
O Jardim-de-Infância do Paião está a comemorar o S. Martinho!
De manhã, dramatizámos uma pequena história – A Lenda de S. Martinho – E à tarde vamos fazer o tradicional magusto!
Vejam o video, em:

Esperamos que gostem!… As nossas crianças gostaram muito… e divertiram-se com as “atrizes” da peça!
Obrigado às atrizes Nela, Ana, Adelaide, Lúcia, Cristiana e Anabela Querido

Vídeo de Anabela Mendes

 

 

 

Visita à Biblioteca Municipal

Hoje, dia 8 de Novembro, as crianças dos grupos dos 4 e 5 anos foram visitar a Biblioteca Municipal. 

Fizeram o reconhecimento do espaço, desde a parte destinada aos adultos – tendo contacto com diferentes formas de pesquisa e de recursos (incluindo a escrita Braille).

A visita finalizou no espaço infantil com a história “Este livro comeu o meu cão!”, contado pela funcionária Maria do Carmo.

As crianças gostaram muito desta história cheia de surpresas!

 

Fica ainda a sugestão para os pais!

No 1º Sábado do mês à tarde, as crianças podem ir partilhar o espaço da Ludoteca, acompanhados de um adulto. Um excelente programa para as tardes de chuva e frio que estão a chegar!

SEMANA DA ALIMENTAÇÃO

Durante a semana passada de 16 a 20 de Outubro as crianças do Jardim de Infância do Paião comemoraram o Dia da Alimentação. Foram realizadas diversas actividades relacionadas com esta temática – tanto individuais como colectivas.

Trabalhos individuais dos 4 e 5 anos

Boca Saudável e Boca Não Saudável
– 3, 4 e 5 anos

O grande momento da semana foi a Feira Tradicional recriada e vivênciada pelas crianças! Um grande OBRIGADA a todas as famílias, fornecedores e comunidade que connosco colaboraram!… Bem Hajam!

 

 

 

 

JARDIM-DE-INFÂNCIA serve para…

“A ESCOLA FAZ MAL” Eduardo Sá*
(…)
A escola faz mal às crianças quando permite que os jardins de infância sejam pré-escola. É por isso que eu acho que devia ser proibido ensinar a ler e a escrever no jardim de infância! Mas, então, para que é que serve um jardim de infância? Serve para as crianças se socializarem. E serve para alimentarem a surpresa de transformar uma educadora numa… quase-mãe.
Serve para alimentar a educação física como se fosse uma escadinha: indo da tonicidade ao equilíbrio, e daí ao movimento, à coordenação motora, ao ritmo, à expressividade, ao brincar, ao jogo e, naturalmente, à relação. Tudo isso ajuda a perceber que todos os meninos ensinados a domesticar o corpo não sabem pensar e vivem fugindo… da vida.
O jardim de infância serve, também − tenho-o dito − para a educação visual. Ajuda a distinguir olhar e ver; ajuda a ir do garatujo ao rabisco e do rabisco ao traço; ajuda a ir do corpo (com que se desenha e com que se pinta) ao pensamento (e vice-versa); ajuda a ir do sentir ao representar; e ajuda a criar imagens e símbolos (para que sejam desconstruídos, a seguir). O jardim de infância ajuda a perceber que quem não sabe desenhar não sabe escrever!
O jardim de infância serve, também, para a educação musical. Para ir do som à harmonia dos sons e, com isso, para ir da sensibilidade à expressão musical e dela aos sons com forma (que são as letras) e aos sons com legendas que são as palavras. A música é a única Torre de Babel do mundo: sem a música as crianças tornam-se menos aptas para a língua materna. E sem língua materna, versátil e expressiva, nunca organizam um ritmo do género “sente, discorre e faz” sem o qual o pensamento deixa de pensar sobre si e sobre o mundo. E adoece!
O jardim de infância serve para brincar. Porque quem não brinca fica fechado (e desconfiado) no seu mundo e, em vez de ficar amigo da diferença (sem a qual nunca se cresce) fica xenófobo e arrogante, mais agarrado ao passado do que amigo do futuro.
O jardim de infância serve para escutar histórias e para as reproduzir; e para as reconstruir; e para as dramatizar; e para fazer com que elas ganhem vida em nós e, assim, servem para ir do drama à sátira ou à comédia mas, sobretudo, servem para ir da intriga à surpresa, à empatia, à comunhão e ao entusiasmo.
O jardim de infância serve, ainda, para conversar. É por isso que as crianças − todas as crianças (!) − para serem saudáveis, têm de ser ruidosas na sala de aula e têm, de fazer uma algazarra, no recreio. E têm de chocar umas com as outras, têm de se sujar, e de transpirar, com abundância. Escolas com poucos recreios ou com maus recreios são escolas com necessidades educativas especiais e são escolas amigas do insucesso escolar!!! Do mesmo modo, todas as escolas, seja qual for o grau de ensino, que não tenham um quadro de honra para os alunos faladores, não são uma escola: são um lugar onde se transformam crianças saudáveis em pessoas sonsas e insossas (…)”

*EDUARDO SÁ é psicólogo clínico e psicanalista, Professor da Universidade de Coimbra e do ISPA.

É autor de artigos e de livros científicos na área da psicanálise e da psicossomática, e de livros de divulgação no âmbito da saúde familiar e da educação parental.

É director da ClínicaBebés & Crescidos e do Babylab – Laboratório de Psicologia do Bebé da Universidade de Coimbra. Colabora actualmente na Antena 1, na revista Pais & Filhos e faz com Fátima Lopes o programa Amor em Tempo de Crise, na TVI.